Às vezes o corpo está presente, mas a tristeza profunda leva a alma embora.

 

A vida continua no ritmo esperado. Você acorda, cumpre compromissos, responde mensagens, segue funcionando. Ainda assim, por dentro, algo parece fora do lugar, como se uma parte de você tivesse ficado parada em algum ponto do caminho.

 

Essa tristeza não costuma gritar.

Ela silencia.

 

Vai se instalando aos poucos, ocupando espaços internos e tornando o que antes era leve em algo pesado. O cansaço não é apenas físico. É emocional. Um desgaste que não passa com descanso e que, muitas vezes, nem conseguimos explicar.

 

Isso não é fraqueza.

É um sinal.

 

Um pedido do corpo e da mente por pausa, por escuta, por cuidado. Muitas pessoas aprendem a suportar tudo sozinhas, mas existe um limite entre aguentar e adoecer.

 

Reconhecer esse limite não é desistir.

É começar a se cuidar de verdade.

 

Se esse texto encontrou algo em você, talvez seja um convite para olhar com mais gentileza para o que tem sido carregado em silêncio.

Em breve, continuo essa reflexão falando sobre quando essa tristeza se torna persistente e merece atenção clínica.