Nem toda tristeza aparece de forma intensa ou evidente. Em muitos casos, ela se mantém constante, discreta, quase imperceptível para quem está de fora. A pessoa segue vivendo, trabalhando, cuidando dos outros, mas, internamente, convive com um peso contínuo.

Quando esse estado se prolonga por anos, pode estar relacionado ao que chamamos de distimia, atualmente conhecida como Transtorno Depressivo Persistente.

A distimia é caracterizada por um humor persistentemente rebaixado, acompanhado de cansaço emocional, pouco prazer nas atividades, baixa autoestima e uma sensação constante de desgaste. Diferente de episódios depressivos mais intensos, ela nem sempre paralisa, mas corrói aos poucos.

Por se tratar de um sofrimento silencioso, muitas pessoas acreditam que esse estado faz parte de quem elas são. Normalizam o cansaço, a tristeza e a autocrítica, sem perceber que estão adoecendo emocionalmente.

É importante lembrar: suportar não é o mesmo que estar bem.